Mais uma leitura cumprida do
desafio literário, com muito entusiasmo comecei a ler a história e ela não me
decepcionou, também não surpreendeu muito, mas isso é um detalhe, o que realmente
importou nessa experiência foi a mensagem passada. Foi meu primeiro contato com
F. Scott Fitzgerald e a “Lost Generation” e achei muito satisfatório.
O autor nos leva a Nova York dos
anos 20 e toda aquela atmosfera "Art Deco" e "American Dream", um pós-guerra cheio
de promessas e uma geração de jovens ricos e despreocupados que passavam seus
dias inteiros gastando o dinheiro que herdaram em superficialidades e aparências.
Falando assim parece que se trata de uma história muito frívola, mas é o
contrário.
A trama é narrada por Nick Carroway
– podemos dizer que a voz de Fitzgerald se faz presente no personagem também –
que ao relatar os acontecimentos do meio que começou a frequentar, tênues críticas
são tecidas ao redor de seu discurso, Nick no meio de toda a esfera de
aparências mostra-se humano e com seus princípios.
O narrador relata a experiência de
amizade com Jay Gatsby, o mesmo do título. Nele, temos a figura da geração que
nascia naquele momento, a figura dos novos ricos que tentavam de tudo para
pertencer ao círculo mais tradicional, aquela antiga luta de ascensão da
burguesia a nobreza. Todavia, ocorre com Jay Gatsby o que geralmente ocorria, o
mesmo sucumbe a sua própria ambição uma vez que foi elevada a grandes níveis e
Carroway, apesar de tudo, continua fiel à sua amizade e a partir da derrota de
Gatsby começa a enxergar a sociedade com mais crítica.
A ambição é a palavra-chave deste
romance, ela gira em torno de toda aquela esfera jovem do pós-guerra, que
almejam de tudo e querem ter tudo pois possuem dinheiro o suficiente. São dados
como exemplo aos outros, um sonho americano, mas as aparências se tornam u jogo
muito perigoso e que sempre acaba com perdedores feridos, no caso do romance
até em morte, e a vida de aparências continua sendo seguida. Fitzgerald traz em sua crítica um
presságio de colapso deste meio, quando ele escreveu o romance, já vivia em
Paris, tentando fugir de onde vivia nos Estados Unidos. De fato, anos depois
temos a Crise de 1929 assombrando o país, trazendo novos valores e destruindo o
preceito antigo.
Na minha opinião, talvez eu
esperasse mais dessa leitura, acho que gostei mais do estilo que o autor
escreveu do que do enredo em si, motivou-me a procurar ler mais obras de Scott
Fitzgerald. É interessante conhecer a obra de escritores tão clássicos e
conhecidos na literatura de um país, e estou adorando ter essa oportunidade a
partir do desafio literário. E que venham mais livros!
Com carinho, Malu, a Traça dos
Livros.

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