domingo, 20 de maio de 2018

Análise: O Grande Gatsby (CBC)




Mais uma leitura cumprida do desafio literário, com muito entusiasmo comecei a ler a história e ela não me decepcionou, também não surpreendeu muito, mas isso é um detalhe, o que realmente importou nessa experiência foi a mensagem passada. Foi meu primeiro contato com F. Scott Fitzgerald e a “Lost Generation” e achei muito satisfatório.

O autor nos leva a Nova York dos anos 20 e toda aquela atmosfera "Art Deco" e "American Dream", um pós-guerra cheio de promessas e uma geração de jovens ricos e despreocupados que passavam seus dias inteiros gastando o dinheiro que herdaram em superficialidades e aparências. Falando assim parece que se trata de uma história muito frívola, mas é o contrário.

A trama é narrada por Nick Carroway – podemos dizer que a voz de Fitzgerald se faz presente no personagem também – que ao relatar os acontecimentos do meio que começou a frequentar, tênues críticas são tecidas ao redor de seu discurso, Nick no meio de toda a esfera de aparências mostra-se humano e com seus princípios.

O narrador relata a experiência de amizade com Jay Gatsby, o mesmo do título. Nele, temos a figura da geração que nascia naquele momento, a figura dos novos ricos que tentavam de tudo para pertencer ao círculo mais tradicional, aquela antiga luta de ascensão da burguesia a nobreza. Todavia, ocorre com Jay Gatsby o que geralmente ocorria, o mesmo sucumbe a sua própria ambição uma vez que foi elevada a grandes níveis e Carroway, apesar de tudo, continua fiel à sua amizade e a partir da derrota de Gatsby começa a enxergar a sociedade com mais crítica.

A ambição é a palavra-chave deste romance, ela gira em torno de toda aquela esfera jovem do pós-guerra, que almejam de tudo e querem ter tudo pois possuem dinheiro o suficiente. São dados como exemplo aos outros, um sonho americano, mas as aparências se tornam u jogo muito perigoso e que sempre acaba com perdedores feridos, no caso do romance até em morte, e a vida de aparências continua sendo seguida. Fitzgerald traz em sua crítica um presságio de colapso deste meio, quando ele escreveu o romance, já vivia em Paris, tentando fugir de onde vivia nos Estados Unidos. De fato, anos depois temos a Crise de 1929 assombrando o país, trazendo novos valores e destruindo o preceito antigo.

Na minha opinião, talvez eu esperasse mais dessa leitura, acho que gostei mais do estilo que o autor escreveu do que do enredo em si, motivou-me a procurar ler mais obras de Scott Fitzgerald. É interessante conhecer a obra de escritores tão clássicos e conhecidos na literatura de um país, e estou adorando ter essa oportunidade a partir do desafio literário. E que venham mais livros!

Com carinho, Malu, a Traça dos Livros.

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